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"La envidia va tan flaca y amarilla porque muerde y no come."

Francisco de Quevedo

/lah en-VEE-dyah vah tan FLAH-kah ee ah-mah-REE-yah POR-keh MWER-deh ee noh KOH-meh/

A inveja anda tão magra e amarela porque morde e não come.

Nível:B2Estilo:LiteraryPopularidade:★★★★★

💡 Entendendo a citação

Espanhol original:
"La envidia va tan flaca y amarilla porque muerde y no come."
Tradução para o inglês:
A inveja anda tão magra e amarela porque morde e não come.
Significado mais profundo:
Este provérbio personifica a inveja como uma criatura autodestrutiva. Ela gasta energia para 'morder' (prejudicar ou desejar o mal aos outros), mas não obtém sustento ('não come'), então definha, ficando doente e fraca. A mensagem central é que a inveja prejudica muito mais a pessoa invejosa do que o objeto de sua inveja.

🎨 Representação visual

Uma ilustração artística de uma figura magra e amarelada roendo o próprio braço, representando a inveja autodestrutiva.

A citação retrata vividamente a inveja como uma emoção autoconsumidora que mais prejudica a pessoa invejosa.

🔑 Palavras-chave

📖 Contexto

Esta famosa frase é atribuída ao escritor espanhol Francisco de Quevedo, provavelmente de seu romance picaresco 'La vida del Buscón' (A Vida do Trapaceiro), publicado por volta de 1626.

📝 Em Ação

No te preocupes por sus comentarios; la envidia va tan flaca porque muerde y no come.

B2

Não se preocupe com os comentários dela; a inveja anda tão magra porque morde e não come.

Verlo consumido por el rencor me recuerda el refrán de Quevedo: muerde y no come.

C1

Vê-lo consumido pelo ressentimento me lembra o provérbio de Quevedo: morde mas não come.

✍️ Sobre o autor

Francisco de Quevedo

🇪🇸Spanish📅 1580-1645

📜 Contexto histórico

Francisco de Quevedo foi um mestre do Século de Ouro Espanhol (Siglo de Oro), um período de florescimento das artes e da literatura. Ele foi uma figura proeminente do 'Conceptismo', um estilo literário que valorizava expressões espirituosas, concisas e engenhosas. Esta citação é um exemplo perfeito: usa uma imagem poderosa e compacta para transmitir uma verdade psicológica profunda.

🌍 Importância cultural

Este é um dos 'refranes' (provérbios) mais famosos da língua espanhola. Faz parte da sabedoria cultural coletiva, usado para ensinar uma lição moral sobre a futilidade e o auto-dano da inveja. Referenciar esta frase demonstra um profundo entendimento das tradições culturais e literárias espanholas.

📚 Análise literária

A genialidade da citação reside no uso da personificação. A inveja, uma emoção abstrata, é transformada em um ser vivo que está 'flaca y amarilla' (magra e amarela), sugerindo doença e decadência. O contraste central entre 'morder' (morder) e 'no comer' (não comer) captura brilhantemente como a inveja é um ato agressivo que não fornece sustento algum ao agressor, levando à sua própria ruína.

⭐ Dicas de uso

Para Descrever Ciúme Autodestrutivo

Use este provérbio quando observar que a inveja de alguém está claramente causando mais sofrimento a ela do que a qualquer outra pessoa. É uma maneira sofisticada de dizer: 'A amargura dela é o veneno dela mesma.'

Como Lembrete Moral

Pode ser usada como um conselho de sabedoria ou um aviso a si mesmo ou aos outros sobre os perigos de deixar a inveja se enraizar. É um conselho atemporal contido em uma imagem memorável.

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"La carcoma de la envidia nunca descansa."

Spanish Proverb

A broca da inveja nunca descansa; descreve a inveja como uma força constante e roedora.

✏️ Prática rápida

Quiz rápido: La envidia va tan flaca y amarilla porque muerde y no come.

Pergunta 1 de 2

Qual é a mensagem principal da citação 'La envidia... porque muerde y no come'?

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Perguntas Frequentes

Por que especificamente 'amarelo'?

Na simbologia europeia tradicional, a cor amarela ('amarillo') tem sido associada à doença, à bílis e a emoções negativas como ciúme e covardia. Quevedo usa magistralmente essa associação cultural para pintar um quadro vívido da inveja como uma doença.

Isto ainda é um ditado comum?

Sim, absolutamente. Embora tenha origens literárias do século XVII, tornou-se um provérbio fundamental na língua espanhola. As pessoas o usam na conversa cotidiana sem necessariamente pensar em Quevedo, assim como um falante de português poderia dizer 'Nem tudo que reluz é ouro' sem pensar em Shakespeare.